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Hugo Galhofas

Hugo Galhofas

História

Publicado em Conteúdos sexta, 24 agosto 2012 15:04 0
Muito pouco ou nada se sabe acerca dos primeiros povos que terão habitado esta freguesia. Em grande parte, este desconhecimento, deve-se ás constantes pilhagens de que foram vitima os arquivos documentais históricos dos templos desta freguesia, mais especificamente a Igreja de S. Brás e a Igreja da Misericórdia. Os saques frequentes por parte dos Espanhóis durante a Guerra da Restauração, no séc. XVII, contribuíram também para a falta de conhecimento em torno da origem desta freguesia.
 
 
No entanto, no Séc. XIII já existiam referências a uma Granja do Hospital, administrada pela ordem Religiosa dos Freires do Hospital. Esta teria-lhes sido doada, no sec. XIII, pelos reis de Leão e Castela, recebendo então essa designação.
 
 
Túlio Espanca, (Inventário Artístico de Portugal) defende que esta zona foi, primitivamente, habitada por povos do paleolítico e, mais tarde, por romanos e Árabes, que deixaram como legado duas pontes, que se erguiam sobre os rios Godelim e Alcarrache, e algumas chaminés mouriscas. No tempo da reconquista esta área sofreu vários ataques por parte das hostes cristãs lideradas por D. Afonso Henriques e Geraldo Sem Pavor.
 
 
No século XIV, a defesa da Granja do Hospital foi consignada aos Hospitalários de S. João de Acre, e já no século XVI á ordem de Avis. Ainda no século XIV foi edificado, no ponto mais alto da aldeia, um templo religioso, a Igreja de S. Brás, cujas proporções lhe dão uma visibilidade Privilegiada em relação aos demais edifícios.

Foto: António Pardal

Foto: António Pardal

 

Este produtor de Mel tem levado o Nome da nossa Aldeia bem longe. Não só pela qualidade do seu produto, o Mel, mas também pela presença da marca Granja no Rótulo do mesmo.

Todo o seu conhecimento da actividade apicola advém da sua própria curiosidade, obtendo formação através de cursos, literatura e transmissão de conhecimentos de outros apicultores.

Para comprar este precioso mel deverá contactar o produtor.

Contacto:

João José Caeiro Bação

Rua Joaquim António de Castro, LT 1

Granja 7240-012

Telef.: 210 805 368

Telem.: 933 427 854

Na Aldeia da Granja, existem vários produtores de diversas áreas, desde o Vinho, Queijos, Enchidos até a produtos como o Mel, o grande problema (e que nós até concordamos por questões óbvias), as pessoas não querem/podem expor-se.

Aqui deixamo-vos alguns exemplos dos Produtos.

 

   
 
João José Caeiro Bação

Mel

 

As danças e cantares acompanham muitas das festas do calendário religioso e não só. Algumas servem apenas para ajudar a aliviar a fadiga de um duro dia de trabalho no campo. “As brincadeiras”, como são designadas na gíria popular da Granja, decorrem por altura do Carnaval. A origem desta dança é desconhecida, mas trata-se de um ritual bastante antigo que se vem realizando há bastantes anos, e as letras são essencialmente as "Canções de Escárnio e Mal Dizer" dos nossos dias. Letras estas que servem para criticar de alguma forma as questões politicas, socias, desportivas, etc, que se passam anualmente na nossa freguesia.

 

Outra das tradições da Granja são os bailes da Pinha e da Laranja.

Todos os anos, celebra-se nos meses de Fevereiro e Março, os bailes da pinha. Há a pinha dos casados (geralmente organizada pelos casados) e a Pinha dos Solteiros, que como o nome indica é organizada pelos solteiros da Freguesia.

No sábado de Aleluia realiza-se o Baile da Laranja. Pinhas estas que são geralmente ornamentadas com flores de várias cores, onde são colocadas fitas que levam na ponta outra flor. As honras do baile são feitas pela rainha e pelo rei, que convida pares candidatos ao título. As candidatas agarram uma das fitas entregues pela rainha, existindo apenas uma capaz de abrir a pinha ou a laranja. O par possuidor dessa fita ganha o direito de no ano seguinte ser o organizador da festa. é tradição também que o novo par de Reis ofereçam a respectiva Açorda de Alho na casa de um destes aos "Resistentes" da festa já decorrida.

Pinha

 

Laranja 
Comparando o vestuário de antigamente com o de hoje em dia denota-se uma grande diferença. Actualmente, as pessoas vestem-se de acordo com o que está mais em voga, enquanto antigamente o vestuário reflectia um pouco da cultura da região onde era utilizado. Nesta freguesia, em particular, as mulheres tinham por hábito usar camisa, colete, saia franzida, combinação, avental e lenço na cabeça. Por ocasião da morte de um familiar próximo vestiam-se todas de negro, mal se vendo os olhos, e cobriam os ombros com um xaile, que usavam até tirar o luto. Algumas mulheres, essencialmente as de mais idade, envergam ainda este tipo de traje. As calças de pano simples, camisa, colete, jaqueta, eram algumas das peças que faziam parte das vestes dos homens. O chapéu, obviamente, não podia faltar, bem como a peliça alentejana, substituída nas classes mais abastadas pela samarra e pelo capote alentejano. Nos campos, durante as tosquias das ovelhas, utilizavam os safões. O homem, tal como a mulher, tem vindo a adaptar a sua forma de vestir ás exigências da sociedade actual, embora muitos idosos continuem a usar, no dia a dia e durante as festividades, o tradicional chapéu preto e o colete.

 

Nesta freguesia a pecuária é o sustento da maior parte das famílias. Habitualmente, é costume comprarem-se ou criarem-se porcos, para depois se proceder á matança dos mesmos. Geralmente, quem cria os animais, alimenta-os durante um ano com sobras, bolotas e milho. Geralmente designado por matança do porco, constitui uma espécie de festa familiar, onde todos participam, ajudando de uma forma ou de outra. Este ambiente de saudável convívio, acompanhado de bons petiscos e vinho da adega, ocorre geralmente em Dezembro ou Janeiro.

Festas

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Todos os anos a Granja presenteia os seus habitantes com três alegres festas, a saber:

 

Festas em honra de S. Brás

Anualmente, no segundo fim-de-semana de Fevereiro, tem lugar na nosso freguesia a festa do seu Padroeiro. Inicialmente organizada pela população emigrante, através de uma comissão de festas eleita anualmente, passou a ser realizada pela própria junta de freguesia. Com a duração de três dias, geralmente o Sábado, Domingoe Segunda-Feira, compreende uma série de eventos bastante variados. Ao sábado realiza-se a tradicional corrida de toiros, bailes e espectáculos de variedades, bem como o Fogo de Artifício. No domingo procede-se á realização da procissão em honra de S. Brás, que percorre todos os anos as ruas da Freguesia. A Segunda-Feira realiza-se a tradicional Vacada e o Baile que dão fim a estas festas.

 

Festas em Honra de S. Sebastião

Esta festa ocorre no terceiro fim-de-semana de Setembro, embora em anos longínquos realizava-se no mês de Agosto, festa esta que tem início na sexta-feira anterior e só termine na segunda-feira seguinte. Ou seja, tem a duração de 4 dias, durante os quais realizam-se espectáculos taurinos, de fogo de artifício, bailes, concertos de artistas populares. No dia dedicado a S. Sebastião (Domingo) realiza-se a tradicional procissão, que percorre as principais ruas da aldeia.

 

Festas em Honra de Nª. Srª da Conceição

Esta festa ocorre anualmente e sem excepção, no dia 8 de Dezembro (Dia de Nª Srª da Conceição), e tem a particularidade de ser sempre organizada pelas Mulheres desta Freguesia, outrora pelas jovens solteiras da Granja e mais recentemente passou a ser organizada não só pelas jovens solteiras mas também pelas mulheres casadas da freguesia.

 

 

 

S. Brás
 
S. Sebastião
 

 

 Nª Srª da Conceição

 Outras das crenças da nossa Freguesia é o recurso á medicina tradicional, para a cura dos mais diversos males, como exemplo disso deixamo-vos algumas receitas de chás e mezinhas "tradicionais":

 

Chás

 • Fígado – Hipericão, raiz de sete sangrias, flor de carqueja e dente de leão;

• Estômago – Erva-cidreira, hortelã, pimenta e salsaparrilha;

• Intestinos – Linhaça em grão, malvas, alecrim, erva cavalinho e urtiga-branca;

• Tosse – Raiz de hortelã branca, poejos e raiz de funcho;

• Tensão Alta – Cinco folhas de oliveira, alecrim e alpista;

• Nervos – Camomila, tília, flor de laranjeira;

• Diabetes – Raiz de salsa e erva preta;

• Queda do Cabelo – Alecrim, estêvão macho e folhas de marmeleiro;

• Constipações e febre – Poejos, salsa brava e salsaparrilha

 

 

Mezinhas

- Hemorroidal – Banhos com malvas e casca de romã;

- Vista inflamada – banhos de chá de flor de rosas do campo, flor de alecrim, flor de malva e marmeleiro;

- Cicatrização de feridas – Banhos com folhas de marmeleiro;

- Controlar a tensão arterial – Chá de oliveira, (coloca-se meio litro de água a ferver e junta-se uma casquinha de limão e treze folhas de oliveira);

- Infecção Urinária e Lombrigas – chá de hortelã (põe-se água a ferver juntamente com cinco folhinhas de hortelã e deixa-se ferver, para depois se beber bem quente);

- Queimaduras – Lava-se banha em três águas e bate-se, em seguida, com uma colher de pau, de forma a obter-se uma espécie de pomada; Deve aplicar-se três vezes ao dia sobre a zona afectada;

- Dores de cabeça – Cortam-se algumas rodelas de batata e colocam-se em vinagre e depois na cabeça, atada com um lenço; posteriormente dissolve-se um pouco de mostarda numa bacia de água quente e metem-se os pés lá dentro;

 

Alecrim

 

Erva Cidreira

 

 

Hortelã

 

Poejos

Jogos

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Os meninos de antigamente ocupavam as suas brincadeiras com jogos que os seus avós lhes ensinavam, e que apesar de nada terem de sofisticado, originavam horas de pura diversão. Por ocasião das comemorações do 25 de Abril, praticam-se ainda, na Granja, muitos destes jogos, alguns já em desuso, como é o caso do jogo do pião e da pata. Mas, muitos outros continuam a fazer parte do quotidiano destas gentes, refira-se:

 

Jogo da Malha

 

De raízes populares, o jogo da malha é praticado em toda a região autónoma. Representando um raro momento de ócio durante o período laboral no campo, constitui, por si só, uma actividade lúdica de convívio, sobretudo, entre população mais idosa. Para jogar é necessário encontrar um terreno plano e pouco duro, onde posteriormente se irão colocar em pé dois pinos (peça cilíndrica) de 20 cm de altura cada um, a uma distância que varia entre os 15 e os 18 metros. Como este se trata de um jogo de equipa, um dos jogadores de cada equipa coloca-se atrás do pino, enquanto o outro tenta derrubar o pino, lançando alternadamente as duas malhas que possui. Por cada derrube conseguido a equipa recebe 6 pontos, pontuado 3 pontos a equipa cuja malha se aproximou mais do pino, após a última jogada. Ganha a equipa que conseguir obter 30 pontos, podendo uma partida dividir-se em três jogos distintos. Neste caso vence a equipa que conseguir ganhar dois dos três jogos.

 

Jogo do Pião

 

Praticado especialmente por rapazes, este jogo infantil tem como base um pião de madeira e um cordão. Depois de envolvido o pião com o cordão a partir do bico, também conhecido por ferrão, o pião é lançado ao chão com o intuito de permanecer a girar ou a bailar o maior tempo possível. Em determinados casos. Consoante as diversas variantes que o jogo pode assumir, desenha-se com o bico do pião um círculo no chão, com um diâmetro pelo menos igual ao comprimento da guita. Aí são lançados os piões com o objectivo de retirar do círculo os piões adversários. Uma vez alcançado esse propósito, o pião vencido leva tantos niques, nicadas ou tanchadas dos outros piões quantas as combinadas previamente. Pêra levar as nicadas, o jogador lesado pode substituir o seu pião por um pião mais velho, que já sofreu anteriores ataques. Noutras formas de jogar, a própria corda pode ser utilizada para retirar o pião, ainda em movimento rotativo, de dentro do círculo. Os mais habilidosos podem também colocar o pião a girar na palma da mão.

 

Jogo da Pata

 

Para jogar este jogo são necessários: um pau ou um pedaço de madeira com cerca de 20 cm de comprimento, aguçado nas duas extremidades, denominado como pata; uma régua e uma tábua ou um pau arredondado com 50 a 60 cm de comprimento. A variante mais comum consiste em tentar introduzir a pata no castelo, um pequeno circulo, desenhado no chão, com cerca de 1 metro de diâmetro. Inicia-se o jogo colocando no centro do círculo duas pequenas pedras onde irá assentar a pata. Um dos jogadores, o defensor do castelo, coloca a sua régua entre as pedras e por debaixo da pata, de modo a elevá-la no ar, dando-lhe de seguida uma pancada forte para a afastar o mais possível desse local. O adversário, colocando-se no local onde a pata foi cair, toma o mesmo procedimento, tentando reintroduzi-la no castelo. O defensor deste, munido da sua régua, procurará impedir que tal aconteça.

 

Jogo da Apanhada

 

Delimita-se um campo e definem-se dois ou três locais, espalhados pelo campo,que se designam por coitos. Escolhe-se à sorte um dos jogadores para ficar a apanhar, todos os outros terão de evitar ser apanhados, correndo pelo campo e refugiando-se esporadicamente nos locais de coito, onde não podem ser apanhados.

O vencedor será o jogador que for apanhado em último lugar.

O primeiro jogador a ser apanhado será o apanhador, no jogo seguinte.

 

Jogo do Berlinde

 

Existem diferentes maneiras de jogar ao berlinde, até porque eles variam de dimensão, peso, cores, texturas, valores e significados entre si, consoante o jogo em que são utilizados.

O jogo das 3 covinhas e o do Quadrado dão os dois mais conhecidos.

De um modo geral, trata-se de projectar os berlindes por meio de um deles, que se segura entre o polegar e o indicador, o qual é lançado sobre um dos outros por um pequeno toque rápido do dedo médio que propulsiona para diante.

No decurso do jogo, conquistam-se e perdem-se posições, ganham-se e perdem-se berlindes.

O vencedor é o que reunir as melhores posições e o maior número de berlindes.

 

Escondidas

 

Este famoso jogo tem pouco que explicar. Um dos jogadores, previamente escolhido, tapa os olhos, num local pré-determinado (chamado de coito), e conta até 100 (por vezes pode decidir-se outro número até ao qual é necessário contar). No período em que o primeiro jogador “conta”, todos os outros terão de se esconder. Quando acaba de contar até 100, o jogador que irá procurar os outros grita bem alto: “Aqui vou eu!”, e inicia a procura. O objectivo de quem procurar é encontrar todos os outros, o objectivo de quem se esconde é conseguir chegar ao “coito” sem ser apanhado, ou visto. Quando o jogador escondido chega ao coito, tem de tocar no local (uma parede, uma árvore, etc.) e gritar “1, 2, 3, [seguido do seu nome]”. Quando o jogador que procura encontra alguém, tem de tocar no “coito” e gritar o nome do jogador que encontrou, se o ver e não tocar no “coito”, ou se o jogador escondido chegar primeiro ao “coito”, este tem a hipótese de se “salvar”. Se último jogador conseguir chegar ao coito sem ser visto e/ou apanhado, pode gritar: “1, 2, 3, salvo todos” e assim salvar todos os jogadores. O jogo termina quando todos os jogadores forem encontrados ou salvos.

NOTA: este jogo também pode ser jogado em equipas, sendo que uma equipa procura e outra esconde-se.

 

Jogo do Lencinho

 

Duas equipas, de 3 a 6 elementos, posicionam-se frente a frente, em fila. Um outro jogador é escolhido para comandar o jogo e segurar o lenço. É atribuído um número a cada jogador da fila e o que comanda grita por um número, os dois elementos de cada equipa que tenham esse número, tentam apanhar o lenço e levá-lo para o seu campo (1 ponto) ou para o campo do adversário (2 pontos), sem serem tocados. Se o jogador que comanda disser “água” todos os jogadores têm de parar – ou perdem os pontos todos. Se disser fogo, todos os jogadores podem ir tirar o lenço. Ganha a equipa que fizer mais pontos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jogo da Malha

 

 

 

 

 

 

 

 

Jogo do Pião

 

 

 

 

 

 

 

 

Jogo da Pata

 

 

 

 

 

 

Apanhada

 

 

 

Jogo do Berlinde

 

 

 

 

 

 

 

Jogo das Escondidas